Bons hábitos geram boas habilidades

O mercado de trabalho nos demanda boas habilidades profissionais, e também boas habilidades interpessoais. Mas a própria palavra “habilidade” já sugere destreza, domínio sobre tal coisa, então o que é preciso fazer para ser bom em várias dessas coisas ao mesmo tempo? Apesar de não existir uma resposta única para isso, podemos iniciar esse processo com uma coisa: bons hábitos.

Conforme uma pesquisa da Universidade Duke, dos Estados Unidos 40% das ações do nosso dia a dia, são feitas de maneiras inconsciente, ou seja, o cérebro decorou o padrão daquelas atividades e o fazem da mesma maneira, diariamente, sem precisarmos raciocinar para isso. Podemos dizer que essas ações são hábitos aplicados à nossa rotina. Mas consciente, de que nem todos são tão bons e construtivos assim.

Algumas habilidades profissionais e pessoais, não demandam aprendizado constante, basta utilizá-las constamente para que se tornem hábitos, a a tarefa seja apenas aperfeiçoá-las, quando necessário. Logo, podemos compreender também, que bons hábitos contribuirão para boas habilidades.

Bons hábitos também, pouparão a sua mente de raciocinar constantemente ao fazer aquela atividade, deixando assim ela livre para dedicar-se ao aperfeiçoamento de determinada atividade profissional, até você obter habilidade em lidar com a atividade.

Pequenos hábitos, grandes resultados

“Uma caminhada de mil milhas, começa com um único passo”, assim é o conceito proferido um provérbio chinês. E isso pode ser aplicado em todas as áreas de nossa vida (profissional, espiritual, emocional, etc).

Somos cobrados constantemente por bons resultados nos negócios, na carreira, na vida pessoal, na saúde e em todas as áreas da nossa vida. Logo, para obter esse resultado é necessário que tenhamos bons hábitos desenvolvidos em cada uma das áreas. E para isso, lembre-se: comece com um só passo, ou seja, nada de mudanças extraordinárias de hábitos, de repente e com um alto nível de cobrança.

Para atingir um grande resultado através de um novo novo hábito, é preciso entender qual o nível de prática que se exige desse novo hábito, para assim poder fragmentá-lo em pequenas ações. Essas pequenas ações, somadas, irão determinar a prática, e a prática leva à maestria.

Mais do obter um grande resultado, melhor coisa é poder mantê-lo ou superá-lo cada vez mais, e para isso é importante a prática da paciência para se chegar à maestria.

Aceitar a frustração

Vários livros de desenvolvimento pessoal, várias publicações na internet e várias notícias na mídia, nos mostram o quanto precisamos desenvolver bons hábitos nos dias atuais, e termos alta performance em todos eles. Mas isso é possível?

Bom, talvez seja possível para uma pessoa ou outra, mas não para a maioria de nós, que mal consegue dar conta da pressão por bons resultados com as tarefas que já temos. E em muitos profissionais no mundo corporativo, surge então certa frustração por não ter o rendimento almejado (tanto profissional, quanto pessoal e familiar).

A frustração, quando não trabalhada corretamente, pode levar à episódios depressivos e outros distúrbios. Por isso é essencial trabalhar isso. Aceitar o motivo pelo qual está surgindo esses sentimentos. Lembrando que aceitar não significa gostar, mas apenas entender que isso faz parte. Só assim é possível buscar formas de aprender a lidar com isso, e transpor os desafios do cotidiano na carreira e na vida pessoal.

Síndrome de Burnout: um mal silencioso

Muitas tarefas, muitas metas pessoais e profissionais, muitos lugares pra ir, muitos sonhos pra realizar… Seja algo da rotina ou qualquer outra coisa boa, quando começam a surgir os excessos, surge também o esgotamento. E é com isso que a Síndrome de Burnout está relacionada.

Reconhecida pelo psicólogo alemão-americano Herbert Freudenberger, na década de 1970, essa síndrome se refere ao esgotamento mental, que começa a sobrecarregar o físico também, e pode gerar graves consequências.

Os principais sintomas são: Cansaço excessivo, físico e mental; dor de cabeça frequente; alterações no apetite; insônia; dificuldades de concentração; sentimentos de fracasso e insegurança; negatividade constante; sentimentos de derrota e desesperança; sentimentos de incompetência; alterações repentinas de humor; isolamento; fadiga; pressão alta; dores musculares; problemas gastrointestinais e alteração nos batimentos cardíacos.

A melhor maneira de lutar contra a Síndrome de Burnout, após o diagnóstico e identificar a causa, é implantar hábitos diferentes no dia a dia, que possam trazer mais satisfação.

.É importantíssimo procurar um especialista, para que ele identifique se é Burnout, depressão ou outra doença psicossomática.

Saúde Mental no trabalho

Até o século passado, a força humana era algo fundamental para o mercado de trabalho. Embora sempre tenha existido funções administrativas e gerenciais, a mão de obra mais braçal, e principalmente o uso de força, era um item consideravelmente útil nas linhas de produções e/ou outras formas de produzir. Mas hoje, a demanda tem sido maior em outro quesito: a saúde mental. Mais do que saber exercer um bom trabalho manual, é preciso que o colaborador esteja com uma boa saúde mental, para continuar progredindo no ambiente de trabalho.

Vale lembrar, que não estamos falando de quem já possui uma patologia diagnosticada pela medicina. Falamos aqui sobre uma pessoa que está em boas condições mentais, mas após um certo nível de estresse no ambiente corporativo (ou quaisquer um dos outros círculos sociais dela), acaba perdendo suas boas condições e desenvolvendo outras patologias como depressão, ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, etc.

É preciso cuidar da saúde mental, assim como cuidamos da saúde física. Isso inclui psicoterapias e atividades terapêuticas (yoga, artes manuais, artes marciais, etc). Uma boa rotina de exercícios físicos também é uma ótima fonte de cura para o estresse do dia a dia.

O bem estar da equipe

Motivação é um item essencial para uma equipe bem produtiva, mas além de preocupar-se em manter uma equipe motivada, é preciso atentar-se à um item antecessor à motivação: o bem estar. Como anda a saúde dos seus colaboradores? Como está o relacionamento entre eles? Qual o nível de tensão no ambiente de trabalho? Qual o grau de satisfação com a liderança? Essas e outras questões, podem servir de indicadores para medir o bem estar da equipe.

Quando falamos do bem estar nas equipes, não nos referimos somente a questões de saúde física, mas também tudo que pode estar o bem estar mental de todos, assim como outras questões mais relacionadas ao trabalho como a disponibilidade de um bom ambiente físico para cumprir suas atividades e clareza na designação de tarefas. Ou seja, tanto questões subjetivas quanto as mais objetivas, podem influenciar o bom trabalho em equipe.

Analisar o indicadores que dão o índice do bem estar das equipes pode ser uma tarefa dos líderes e também do setor de recursos humanos da empresa. É bom que o setor de RH da empresa também esteja atento à isso, pois poderá observar também se possíveis oscilações no bem estar das equipes, provém de falhas na liderança.

O reconhecimento gera engajamento

Empresas de grande porte costumam investir em treinamento de recursos humanos para obter engajamento dos colaboradores, assim como em comunicação interna. Mas para empresas de pequeno e médio porte, com recursos financeiros reduzidos para investir em treinamentos, como melhorar o engajamento do público interno? Uma boa prática para conseguir isso é: saiba reconhecer a dedicação do colaborador.

Essa prática deve ser cultural da empresa. Não adianta a mesma repassar esse discurso aos líderes, para que eles o façam em suas equipes, se ela mesma não têm essa prática com os que estão em cargos de gestão.

Dependendo do projeto em que a equipe se encontra, a rotina do ambiente de trabalho pode ser exaustiva. É preciso motivação para transpor os obstáculos. Mas não é necessário agradar ou oferecer bonificações constantes para manter o colaborador motivado, pequenos ações de reconhecimento do seu esforço mostram à ele o quanto está valendo a pena enfrentar certos desafios. E consequentemente, pode gerar um ciclo de engajamento do colaborador para com a empresa.

O Bem Estar Da Liderança

 

Saúde física e mental é algo primordial para manter-se ativo no mercado de trabalho. Mas cargos de liderança têm afetado alguns profissionais. E é por isso que é preciso agir sempre em benefício da saúde e bem estar das lideranças.

Cada cargo têm seus desafios e suas responsabilidades. Quando falamos de cuidar do bem-estar das lideranças, não estamos sugerindo que as atividades sejam remanejadas, para que estes possam cumprir com suas obrigações de maneira mais tranquila. A sugestão é: atentar-se à saúde emocional do líder. Como está a sua motivação para com a empresa? Como é o sua qualidade de vida, fora do ambiente de trabalho? Essas e muitas outras questões devem ser levantadas para identificar se as pessoas com cargo de liderança continuam engajada com o desenvolvimento da empresa.

O benefício de fazer um trabalho social

 

Todos precisamos desenvolver as mais diversas habilidades para ter um bom andamento na carreira. Não basta apenas habilidades técnicas da nossa área, boas habilidades de pessoais e interpessoais também são essenciais. Mas como desenvolver quando se está iniciando a carreira, ou começando outra do zero? Além de buscar estágio na nova área, o que têm dado certo para muitas pessoas é fazer trabalho voluntário.

O trabalho voluntário estimula várias outras habilidades que outrora não faríamos no nosso ambiente de trabalho, devido a ser de área distinta ou porque simplesmente a atividade não demanda.

Habilidades de trabalho em equipe, empatia e liderança, são algumas desse montante de aprendizado que outrora poderá ser utilizado também no ambiente de trabalho ou familiar, ou quaisquer outros círculos sociais.

O trabalho voluntário faz muito bem aos colaboradores. Mas é possível beneficiar o branding a empresa também, quando ela se alia à uma causa social e incentiva o colaborador a fazer parte das ações.

Apoio emocional no trabalho

Apoio emocional no trabalho

Nos dias atuais, muitas pessoas sobrecarregadas emocionalmente, devido à grande cobrança de que devemos ser bem sucedidos no trabalho, no lazer, na atividade física, nos relacionamentos (afetivos, de amizades, de família, do trabalho). Devemos ter uma alimentação melhor, ler mais, adquirir mais conhecimento, fazer mais cursos, mas ao mesmo tempo: nos dedicar mais à família, praticar mais atividades físicas, viajar mais, fazer mais trabalhos voluntários, participar mais da política como cidadão, enfim.

Devido à crescente cobrança de alta performance nestas e em outras situações, muitas pessoas acabam se sentindo sobrecarregadas, e aquelas que trabalham integralmente (passam cerca de 60% das suas horas úteis no ambiente corporativo) podem transferir parte da sua situação emocional para o desenvolvimento no trabalho.

Por estas e outras questões (perdas familiares, dificuldades com os filhos, etc) que é necessário ações de apoio emocional no ambiente de trabalho. Estas ações podem ser: desde treinar os líderes para ter uma escuta mais ativa (lembrando que eles também precisam receber isso, para poder oferecer) ou serviços de psicoterapias pagos integralmente pela empresa. Pequenas ações também são muito eficientes, como: espalhar mensagens positivas no ambiente de trabalho, oferecer um horário e local para que o colaborador possa relaxar e se distrair um pouco, e após, voltar para o seu posto de trabalho com muito mais concentração e produtividade na atividade presente do que com preocupações externas.