Aceitar a frustração

Vários livros de desenvolvimento pessoal, várias publicações na internet e várias notícias na mídia, nos mostram o quanto precisamos desenvolver bons hábitos nos dias atuais, e termos alta performance em todos eles. Mas isso é possível?

Bom, talvez seja possível para uma pessoa ou outra, mas não para a maioria de nós, que mal consegue dar conta da pressão por bons resultados com as tarefas que já temos. E em muitos profissionais no mundo corporativo, surge então certa frustração por não ter o rendimento almejado (tanto profissional, quanto pessoal e familiar).

A frustração, quando não trabalhada corretamente, pode levar à episódios depressivos e outros distúrbios. Por isso é essencial trabalhar isso. Aceitar o motivo pelo qual está surgindo esses sentimentos. Lembrando que aceitar não significa gostar, mas apenas entender que isso faz parte. Só assim é possível buscar formas de aprender a lidar com isso, e transpor os desafios do cotidiano na carreira e na vida pessoal.

Síndrome de Burnout: um mal silencioso

Muitas tarefas, muitas metas pessoais e profissionais, muitos lugares pra ir, muitos sonhos pra realizar… Seja algo da rotina ou qualquer outra coisa boa, quando começam a surgir os excessos, surge também o esgotamento. E é com isso que a Síndrome de Burnout está relacionada.

Reconhecida pelo psicólogo alemão-americano Herbert Freudenberger, na década de 1970, essa síndrome se refere ao esgotamento mental, que começa a sobrecarregar o físico também, e pode gerar graves consequências.

Os principais sintomas são: Cansaço excessivo, físico e mental; dor de cabeça frequente; alterações no apetite; insônia; dificuldades de concentração; sentimentos de fracasso e insegurança; negatividade constante; sentimentos de derrota e desesperança; sentimentos de incompetência; alterações repentinas de humor; isolamento; fadiga; pressão alta; dores musculares; problemas gastrointestinais e alteração nos batimentos cardíacos.

A melhor maneira de lutar contra a Síndrome de Burnout, após o diagnóstico e identificar a causa, é implantar hábitos diferentes no dia a dia, que possam trazer mais satisfação.

.É importantíssimo procurar um especialista, para que ele identifique se é Burnout, depressão ou outra doença psicossomática.

Saúde Mental no trabalho

Até o século passado, a força humana era algo fundamental para o mercado de trabalho. Embora sempre tenha existido funções administrativas e gerenciais, a mão de obra mais braçal, e principalmente o uso de força, era um item consideravelmente útil nas linhas de produções e/ou outras formas de produzir. Mas hoje, a demanda tem sido maior em outro quesito: a saúde mental. Mais do que saber exercer um bom trabalho manual, é preciso que o colaborador esteja com uma boa saúde mental, para continuar progredindo no ambiente de trabalho.

Vale lembrar, que não estamos falando de quem já possui uma patologia diagnosticada pela medicina. Falamos aqui sobre uma pessoa que está em boas condições mentais, mas após um certo nível de estresse no ambiente corporativo (ou quaisquer um dos outros círculos sociais dela), acaba perdendo suas boas condições e desenvolvendo outras patologias como depressão, ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, etc.

É preciso cuidar da saúde mental, assim como cuidamos da saúde física. Isso inclui psicoterapias e atividades terapêuticas (yoga, artes manuais, artes marciais, etc). Uma boa rotina de exercícios físicos também é uma ótima fonte de cura para o estresse do dia a dia.

O bem estar da equipe

Motivação é um item essencial para uma equipe bem produtiva, mas além de preocupar-se em manter uma equipe motivada, é preciso atentar-se à um item antecessor à motivação: o bem estar. Como anda a saúde dos seus colaboradores? Como está o relacionamento entre eles? Qual o nível de tensão no ambiente de trabalho? Qual o grau de satisfação com a liderança? Essas e outras questões, podem servir de indicadores para medir o bem estar da equipe.

Quando falamos do bem estar nas equipes, não nos referimos somente a questões de saúde física, mas também tudo que pode estar o bem estar mental de todos, assim como outras questões mais relacionadas ao trabalho como a disponibilidade de um bom ambiente físico para cumprir suas atividades e clareza na designação de tarefas. Ou seja, tanto questões subjetivas quanto as mais objetivas, podem influenciar o bom trabalho em equipe.

Analisar o indicadores que dão o índice do bem estar das equipes pode ser uma tarefa dos líderes e também do setor de recursos humanos da empresa. É bom que o setor de RH da empresa também esteja atento à isso, pois poderá observar também se possíveis oscilações no bem estar das equipes, provém de falhas na liderança.

O benefício de fazer um trabalho social

 

Todos precisamos desenvolver as mais diversas habilidades para ter um bom andamento na carreira. Não basta apenas habilidades técnicas da nossa área, boas habilidades de pessoais e interpessoais também são essenciais. Mas como desenvolver quando se está iniciando a carreira, ou começando outra do zero? Além de buscar estágio na nova área, o que têm dado certo para muitas pessoas é fazer trabalho voluntário.

O trabalho voluntário estimula várias outras habilidades que outrora não faríamos no nosso ambiente de trabalho, devido a ser de área distinta ou porque simplesmente a atividade não demanda.

Habilidades de trabalho em equipe, empatia e liderança, são algumas desse montante de aprendizado que outrora poderá ser utilizado também no ambiente de trabalho ou familiar, ou quaisquer outros círculos sociais.

O trabalho voluntário faz muito bem aos colaboradores. Mas é possível beneficiar o branding a empresa também, quando ela se alia à uma causa social e incentiva o colaborador a fazer parte das ações.

A relação da Pirâmide de Maslow com o trabalho

A relação da Pirâmide de Maslow com o trabalho

Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Waston, ouviu 90.000 colaboradores em 18 países, e revelou que apenas 21% deles estavam engajados no trabalho. O índice de insatisfação com o trabalho têm sido algo preocupante ultimamente, mas isso ocorre porque o que muitas empresas fazem é investir em premiações/bonificações, ao invés de preocupar-se em atender a real necessidade do colaborador para que ele tenha satisfação com o ambiente de trabalho. E a Pirâmide de Maslow pode ajudar a resolver problemas como esse.

Essa teoria, criada pelo psicólogo Abraham Maslow, organiza de forma hierárquica as necessidades humanas. Ou seja, é inviável a pessoa ter uma boa auto-estima e desenvolvimento profissional, se antes ela não têm as necessidades básicas (como comida, água, abrigo) atendidas.

Segundo essa teoria, as necessidades humanas segue a ordem de: Fisiológicas (habitação, alimentação); Segurança (do corpo, da família, etc); Social (relacionamentos, família, comunidade); Estima (reconhecimento; auto-estima, status) e Realização Pessoal (criatividade, talento).

Sendo assim, é preciso que as organizações identifique em quais dessas necessidades é possível contribuir para que desenvolva a motivação dos colaboradores para com o ambiente de trabalho

Começar do zero uma nova carreira

O mercado de trabalho atual está dinâmico e com milhares de oportunidades (e profissões) a mais do que algumas décadas atrás. E muitas pessoas estão iniciando novas carreiras, mesmo depois de anos de experiência em sua atual, tanto devido à dinâmica, em que algumas não conseguem acompanhar, quanto também a oportunidades que antes o acesso era mais difícil. Mas é possível começar uma carreira do zero, depois de anos no mercado?

Na verdade nunca se começa do zero. Muitas habilidades pessoais já desenvolvidas e experiências, são utilizadas na construção de uma nova carreira. O que por vezes se começa de um nível muito iniciante, é a aquisição de conhecimentos técnicos referente à nova profissão, quando se muda para uma área totalmente distinta da anterior.

Algumas pessoas se sentem mal, por vezes incapazes ou atrasadas, ao iniciar o aprendizado em uma área em que muitos mais jovens já dominam com facilidade. Mas é preciso entender que iniciar a aquisição de conhecimento de uma nova profissão, não significa iniciar o desenvolvimento de habilidades profissionais. As habilidades demandadas pelo mercado de trabalho, em sua maioria, provém de experiência dentro do mercado, e não somente de conhecimento técnico.

Autodesenvolvimento: mais do que um diferencial, uma habilidade necessária

Sabemos que o autoconhecimento promove boas conquistas em diversas áreas da vida. Mas há um outro termo, denominado Autodesenvolvimento, que embora semelhante, se tornou uma necessária no ambiente corporativo.

Autodesenvolvimento se refere à capacidade de o indivíduo promover soluções, criações e aperfeiçoamento para si mesmo. É possível utilizar essa habilidade em outras áreas da vida sim, mas no mercado de trabalho, quem possui essa habilidade tem mais facilidade para ter um bom rendimento e uma ascensão profissional garantida.

Para que seja praticado o autodesenvolvimento, é preciso sempre estar em processo de autoconhecimento. Conhecer a si mesmo é um desafio contínuo, pois mudamos ao longo da vida, os contextos sociais, físicos e emocionais variam. Mas em cada degrau que se sobe nessa “escada” do autoconhecimento, é preciso saber aproveitar e repensar as atitudes, baseadas nas experiências passadas e no conhecimento que se tem atualmente. Essas novas atitudes, que busca ser mais proativa, é uma das características do autodesenvolvimento.

Sendo assim, fica claro o quanto o mercado de trabalho demanda por isso nos dias de hoje. Pessoas que criam soluções, que têm a capacidade de aprender com os problemas anteriores e têm interesse no desenvolvimento das pessoas, dos projetos e das organizações.

Investir em hobbies vale a pena?

Atualmente o mercado de trabalho encontra-se muito mais competitivo e, em muitos casos, o número de pessoas que concorrem à uma única vaga também aumentou. Então é comum observar que o investimento na carreira também tem se tornado maior. Não basta apenas ter uma graduação, é preciso desenvolver vários skills, o que sugere participar de mais cursos, comprar mais livros e até mesmo investir apenas o tempo, aperfeiçoando nossas habilidades.

E apesar de investir na profissão seja algo tão óbvio, para aqueles que desejam alavancar a sua carreira, há uma ferramenta pouco utilizada que pode muito lhe ajudar: o desenvolvimento pessoal através de investimento em hobbies.

Para esse investimento pode ser usado dinheiro ou tempo como moeda de troca. Além de lhe proporcionar um momento de prazer, outras vantagens são adquiridas, como: aumento do networking, exercitar outras partes do cérebro, conhecer outras formas de decisões, dentre outras.

Seja este hobby individual (como leitura, aprender um instrumento, etc) ou coletivo, como ser voluntário em uma obra social, por exemplo, ambos podem contribuir muito para a produtividade profissional, e consequentemente, para o desenvolvimento de sua carreira.

Dicas para diminuir o stress no trabalho

1- Organização: Prepare hoje o dia seguinte de trabalho. Jogue fora o que for desnecessário, deixe o material organizado e os arquivos/ferramentas arrumados de uma maneira rápida e eficiente de serem encontrados.

2- Liste todas as tarefas do dia: Ao chegar no trabalho, liste em ordem de prioridade todas as atividades do dia. Isto dará foco e diminuirá a sensação de girar no mesmo lugar.

3- Não se distraia durante alguma atividade: Evite celulares, conversas e redes sociais. Isto diminui a produtividade e faz com que no fim do dia tudo esteja acumulado.

4- Aprenda a dizer “não”: Quando estiver muito ocupado, evite assumir mais responsabilidades. Se tentar abraçar o mundo, a produtividade será baixíssima.

5- Faça intervalos: Depois de produzir bastante, faça um intervalo, descanse, beba água, respire fundo. Isto fará com que retorne ao trabalho mais revigorado.