Vantagem competitiva na carreira e nos negócios

A competitividade no mundo contemporâneo demanda por resultados rápidos e mensuráveis. Mas mais do que resultados, há uma pressão contínua para grandes resultados (quando nao, extraordinários). Como obter esses grandes resultados?

A melhor maneira de garantir um resultado diferente perante à concorrência é obter vantagem competitiva. Esse termo é muito utilizado na gestão de negócios. E uma das maneiras de estar em vantagem perante à concorrência, é obter de recursos que a mesma não possui, sejam eles recursos de materiais, humanos, financeiro ou até mesmo estar geograficamente melhor localizado do que eles. E esse termo “vantagem competitiva” pode ser empregado ao que se refere ao desenvolvimento de carreira também? A resposta é que sim, mas apenas mudam-se as estratégias.

Para obter vantagem competitiva no mercado de trabalho, é preciso estar mais bem preparado para as oportunidades na hora que elas aparecerem. Não basta apenas ter certificados dos melhores cursos, mas saber colocá-los em prática. Ter fluência em mais de dois idiomas, compreender metodologias ágeis e saber gerir equipes multiculturais são algumas das características que dão destaque ao profissional que a possui.

Autoridade Profissional

Ao questionarmos qual o perfil de uma pessoa que tem Autoridade Profissional, muitos podem responder que é aquela pessoa que tem anos de carreira ou alguém que ocupa um cargo alto na empresa. O grande problema é que isso pode representar outro grupo de profissionais: que são aqueles que têm poder, mas não tem autoridade suficiente. Sim, são duas coisas distintas.

A autoridade se constrói com confiança e inspiração. Esse é um patamar, não muito alto, mas importante para que um profissional alcance. Para construir autoridade no seu meio de atuação, é preciso que o indivíduo seja uma referência no meio em que atua, que tenha credibilidade quando falar e que seu método de execução (ou até mesmo estilo de vida) seja um exemplo à ser almejado de seguir. Ou seja, a autoridade é consequência de outras habilidades bem desenvolvidas

A autoridade profissional é algo que se constrói durante a carreira, por isso é necessário ter cuidado, e não confundir autoridade profissional com algum status apenas de poder.

Habilidades profissionais e habilidades pessoais: são coisas distintas?

É usual que ao se preparar para uma entrevista de emprego, o candidato preocupa-se em mostrar suas habilidades profissionais para aquele cargo, e o recrutador por sua vez, analisa as características pessoais que se destacam em cada candidato. Mas a questão é: são coisas distintas? Bom, há controvérsias quanto à isso, mas uma coisa que podemos observar é que há um consenso em que se pode afirmar que: as características pessoais influenciam muito nas habilidades pessoais do indivíduo. Logo, para desenvolver certas habilidades profissionais, é preciso trabalhar algumas questões pessoais primeiro.

Para um cargo de liderança, não basta apenas estar frente à uma equipe, e mais importante ainda, não é saber mandar que te fará um líder melhor. É preciso desenvolver algumas características pessoais, como uma habilidade de observação dos indivíduos, habilidade de influência (sem manipulação), capacidade de resolver conflitos mesmo estando sob pressão, entre outras características.

Em resumo, para desenvolver boas habilidades profissionais, é preciso entender quais características pessoais é preciso trabalhar, para que se torne habilidades que contribuam com a carreira.

O custo de oportunidade aplicado à carreira

 

Um termo comum utilizado por quem atua na área de economia é o Custo de Oportunidade. Mas além desta área, podemos aplicar em outros contextos também, como por exemplo, na carreira. Você sabe o que significa esse termo?

Custo de oportunidade se refere basicamente às implicações que uma oportunidade também pode oferecer, sejam elas custo financeiro ou a necessidade de abrir mão de outras coisas para aproveitar a oportunidade no momento. E para uma ascensão saudável na carreira, é preciso estar consciente desses custos, tal como na área de economia, que eles são levados em conta para considerar viável ou não certos investimentos.

Aceitar um cargo de liderança pode trazer benefícios, como credibilidade profissional e um salário mais alto. Mas também pode exigir mais do profissional, por envolver gestão de pessoas, novas responsabilidades nos projetos, novas negociações (além de possíveis interferências na vida pessoal e familiar do indivíduo). E para que não haja desgaste da saúde física e emocional do profissional, é necessário analisar todos os custos que envolvem novas oportunidades, para assim aceitá-las com mais preparação e menos por impulso.

Aceitar a frustração

Vários livros de desenvolvimento pessoal, várias publicações na internet e várias notícias na mídia, nos mostram o quanto precisamos desenvolver bons hábitos nos dias atuais, e termos alta performance em todos eles. Mas isso é possível?

Bom, talvez seja possível para uma pessoa ou outra, mas não para a maioria de nós, que mal consegue dar conta da pressão por bons resultados com as tarefas que já temos. E em muitos profissionais no mundo corporativo, surge então certa frustração por não ter o rendimento almejado (tanto profissional, quanto pessoal e familiar).

A frustração, quando não trabalhada corretamente, pode levar à episódios depressivos e outros distúrbios. Por isso é essencial trabalhar isso. Aceitar o motivo pelo qual está surgindo esses sentimentos. Lembrando que aceitar não significa gostar, mas apenas entender que isso faz parte. Só assim é possível buscar formas de aprender a lidar com isso, e transpor os desafios do cotidiano na carreira e na vida pessoal.

O profissional Growth Hacking

Com a necessidade de inovação constante dos tempos atuais, pensar estrategicamente e diferente tornaram-se características essenciais para qualquer profissional no mercado de trabalho. E Sean Ellis criou um termo que pode melhorar muito a forma de pensar do profissional: o Growth Hacking.

É comum esse termo ser associado à um cargo ou algo assim da área de marketing, ou programação, etc. Mas fato é que Growth Hacking se refere ao ato de encontrar brechas (hack) e obter crescimento (growth) através dessa oportunidade.

Essa forma de pensar, é extremamente necessária na resolução de problemas. E embora isso pareça remeter somente à áreas de marketing, projetos, tecnologia da informação ou algo assim, na verdade recomenda-se que todo profissional busque formas de pensar como essa, ou semelhantes, para que possam promover o crescimento da empresa, ou se for o caso, do próprio negócio também.

Ser um growth hacker é aspirar por crescimento e saber entender as brechas que surgem, ou seja, buscar soluções fora do trilho (cotidiano) comum.

O bem estar da equipe

Motivação é um item essencial para uma equipe bem produtiva, mas além de preocupar-se em manter uma equipe motivada, é preciso atentar-se à um item antecessor à motivação: o bem estar. Como anda a saúde dos seus colaboradores? Como está o relacionamento entre eles? Qual o nível de tensão no ambiente de trabalho? Qual o grau de satisfação com a liderança? Essas e outras questões, podem servir de indicadores para medir o bem estar da equipe.

Quando falamos do bem estar nas equipes, não nos referimos somente a questões de saúde física, mas também tudo que pode estar o bem estar mental de todos, assim como outras questões mais relacionadas ao trabalho como a disponibilidade de um bom ambiente físico para cumprir suas atividades e clareza na designação de tarefas. Ou seja, tanto questões subjetivas quanto as mais objetivas, podem influenciar o bom trabalho em equipe.

Analisar o indicadores que dão o índice do bem estar das equipes pode ser uma tarefa dos líderes e também do setor de recursos humanos da empresa. É bom que o setor de RH da empresa também esteja atento à isso, pois poderá observar também se possíveis oscilações no bem estar das equipes, provém de falhas na liderança.

Persuasão e liderança

Quando falamos que uma pessoa tem a habilidade de persuasão, pode soar muito parecido com o sentido de que a pessoa é manipuladora. Hoje vamos falar sobre a importância dessa habilidade, que se usada com ética, pode contribuir muito para a liderança.

Persuadir é a ação de convencer as pessoas a seguirem pelo caminho que você tem segurança de estar certo. Mas diferente da manipulação, a intenção aqui não é obter vantagem sobre o outro e também não se faz o uso de quaisquer pressões à pessoa para que ela aceite a sua ideia.

Acredita-se que quando uma pessoa chega em cargo de liderança, ela já tenha determinadas experiências, conhecimento e habilidades técnicas suficientes para conduzir uma equipe, ou seja, que tenha entendimento de qual o melhor caminho a trilhar para alcançar os objetivos do projeto. Logo, á a habilidade de persuasão, dentro de ações éticas, que fará com que ele consiga levar a equipe consigo ou não ao sucesso nos alcances das metas.

É uma habilidade muito importante para a liderança, e pode ser desenvolvida através de leitura de livros ou outras práticas mais dinâmicas como cursos de teatro ou oratória também.

Estratégias de aprendizado como ferramenta de gestão

 

Um bom líder está em busca constante de conhecimento para gerir a sua equipe sempre de maneira inovadora. E para inovar, é preciso buscar dados e informações fora do segmento também.

Estudos e técnicas sobre estratégias de aprendizagem, normalmente competem ao setor de educação, aos profissionais que estão envolvidos com o desempenho escolar (principalmente de crianças). Mas essas estratégias são essenciais para gerir equipes dentro do mundo corporativo também.

Há três estratégias de aprendizagem mais discutidas atualmente: mnemotécnicas, as estruturais e as generativas. Cada uma possui um objetivo de assimilar o conteúdo de maneira diferente, não certo ou errado, há adequações para cada situação.

Um líder que aplica estratégias de aprendizado na sua equipe, estimula o desenvolvimento pessoal e profissional do colaborador, e também diminui a probabilidade de repetição de erros. Além de estimular a busca constante por conhecimento, e minimizar o efeito “pergunta pra ele, que ele sabe” corriqueiro em algumas equipes.

Compartilhar a liderança é um risco?

Quando falamos sobre aprender a arte da liderança, é possível citar vários livros que abordam o tema, e participar de cursos e workshops ao redor do globo. Mas mesmo obtendo bastante conhecimento através desses meios citados, a prática da liderança precisa de mais uma ferramenta para que possa ser aprendida: o compartilhamento.

Compartilhar a liderança é uma das características mais prezadas em um bom líder. Pois é uma ação de ramificação. E formar bons líderes, não é sinônimo de “criar concorrentes”, pois outras características pessoais e habilidades técnicas formam a essência da liderança individual.

Quando um colaborador, em cargo de gestão de pessoas, demonstra medo em compartilhar o processo e desenvolvimento de algumas habilidades relacionadas à liderança, ele não está sendo um bom líder, está sendo apenas um gestor útil.

Uma boa liderança, compartilha o aprendizado com os seus liderados. E compartilha a liderança com potenciais líderes, sabe identificá-los e incentivá-los para tal.